Manuel Alegre de Melo Duarte tem sido, desde que sou um leitor de poesia mais ou menos consistente, uma leitura assídua. Não por ser um poeta, digamos, propriamente maior da literatura nacional, mas por ser um poeta um tanto ou quanto particular nessa literatura – pela sua maneira tão sóbria, tão própria, de estrangular osContinue a ler ““BAIRRO OCIDENTAL”, MANUEL ALEGRE”
Author Archives: j. tavares
“DEUS E A FILOSOFIA”, ÉTIENNE GILSON – parte III
Na Contemporaneidade – a partir do capítulo «Deus e o Pensamento Contemporâneo», de Étienne Gilson, in Deus e a Filosofia– Kant e Comte/ Étienne Gilson: importa ter a noção de que a posição actual sobre o problema de Deus é totalmente dominada pelo pensamento de Immanuel Kant e Auguste Comte. como Deus não é umContinue a ler ““DEUS E A FILOSOFIA”, ÉTIENNE GILSON – parte III”
“DEUS E A FILOSOFIA”, ÉTIENNE GILSON – parte II
Na Modernidade: – a partir do capítulo «Deus e a Filosofia Moderna», de Étienne Gilson, in Deus e a Filosofia– Cogito, ergo sum – Descartes. Descartes: na Modernidade surge uma mudança marcante em relação à Idade Média: esta mudança marcante começou a revelar-se quando na Primeira Parte do seu “Discurso do Método”, Descartes anunciouContinue a ler ““DEUS E A FILOSOFIA”, ÉTIENNE GILSON – parte II”
“DEUS E A FILOSOFIA”, ÉTIENNE GILSON – parte I
Uma das leituras que mais me marcou no ano transacto de 2019 foi, sem dúvida, esta: Deus e a Filosofia, do filósofo francês católico Étienne Gilson. Ninguém me recomendou esta leitura. Antes, dei-me com ela numa prateleira, na Bertrand de Ponta Delgada e, como estava a escrever sobre o assunto, ou algo relacionado com oContinue a ler ““DEUS E A FILOSOFIA”, ÉTIENNE GILSON – parte I”
“UM PUNHADO DE AREIA NAS MÃOS”, MARIA JOÃO RUIVO
Já faz algum tempo, mais de um ano até, que terminei a leitura deste Um punhado de areia nas mãos, da minha amiga escritora, e professora, Maria João Ruivo. Não podia deixar, contudo, de lhe prestar aqui, neste meu espaço, algumas palavras, por mais pequeninas que possam ser. Maria João Ruivo pôs-se, entenda-se, bastante difícil,Continue a ler ““UM PUNHADO DE AREIA NAS MÃOS”, MARIA JOÃO RUIVO”
“INVOCAÇÃO A UM POETA”, JOSÉ MARTINS GARCIA
José Martins Garcia começa-nos, logo, nesta Invocação a um Poeta, por ser baixo, sem ser raso, ligeiro ou superficial nas suas intenções: que é como quem diz – começa por ter a noção de que alguém é maior do que a sua própria altura, ou literatura, como todo o argonauta do verdadeiro conhecimento, e comoContinue a ler ““INVOCAÇÃO A UM POETA”, JOSÉ MARTINS GARCIA”
“COM NAVALHAS E NAVIOS”, URBANO BETTENCOURT
Não sabia se ia estar à altura deste livro quando o comprei. Comprei-o, aliás, por três grandes razões: já tinha lido Urbano Bettencourt, em particular o outros nomes outras guerras, e sabia que ia gostar; em segundo, porque este Com Navalhas e Navios reúne a poesia de Urbano Bettencourt, e eu queria ganhar ainda maisContinue a ler ““COM NAVALHAS E NAVIOS”, URBANO BETTENCOURT”
“FECHO AS CORTINAS, E ESPERO”, EMANUEL JORGE BOTELHO
O poeta que nos ensina que o papel não tem vaidade, e que aceita tudo aquilo que lá pomos, é o mesmo que, na verdade, não espera nada/ torno-me simplesmente ausente, numa referência a E.M. Ciorian [tradução de Manuel de Freitas]. Poeta maior da nossa literatura açoriana, Emanuel Jorge Botelho, de onde nos saiu aContinue a ler ““FECHO AS CORTINAS, E ESPERO”, EMANUEL JORGE BOTELHO”
“CADERNO DE MITOS PESSOAIS”, LEONARDO
Num mundo de paraísos superficiais, como diria o nosso Urbano Bettencourt, onde a alma surge bronzeada pela poesia, mas não inteiramente feita dela, Leonardo, poeta jovem, aparece-nos com um Caderno de Mitos Pessoais que mostra uma necessidade de refazer os cálculos da poesia no caos de existir. E isso é de se louvar, principalmente porqueContinue a ler ““CADERNO DE MITOS PESSOAIS”, LEONARDO”
“FLUVIÁRIO DAS HORAS PÓSTUMAS”, DANIEL GONÇALVES
O Daniel Gonçalves é aquele poeta que não se encontra em qualquer dia ou em qualquer lugar: ou temos realmente a sorte de o ter connosco ou não a temos, de todo – sem meios-termos. Já li dois livros do Daniel – Estes Assuntos Tristes e As Cores da Memória – enveredando, desta feita, paraContinue a ler ““FLUVIÁRIO DAS HORAS PÓSTUMAS”, DANIEL GONÇALVES”